Publicado em Trabalho

Primeiro trabalho na Espanha

Muitos dias sem escrever, motivo? Consegui um emprego e estou me adaptando aos horários de trabalho  na Espanha.

Mais que me adaptar aos horários tenho que me adaptar ao trabalho. A principio me disseram que seria Assessora de Seguros, agora descobri que sou Agente de Seguros. Não sei a diferença, na prática? Nenhuma. Tenho que andar pelas ruas que me são designadas vendendo seguros, oferecendo às pessoas uma assessoria para contratação de seguros da empresa que represento com exclusividade. Ofereço o serviço de seguros batendo à porta das casas (e apartamentos) das pessoas, o  trabalho em sí é duro porque as pessoas estão resistentes a todo tipo de venda porta fria. Quando falo deste trabalho para muitas pessoas (aqui e no Brasil) todos fazem cara de pouca alegria, poucos amigos. Mas, mesmo com estas caras e bocas, eu vejo muitos pontos positivos, posso fazer uma lista deles:

  • melhorar meu nível de espanhol;
  • aprender a falar galego;
  • conhecer mais pessoas;
  • conhecer melhor a região que vivo, não só a Cidade de Santiago, como também os Conselhos ao redor;
  • me tornar conhecida em algum meio;
  • sair de casa e me ocupar;
  • me desenvolver em uma nova profissão (?);
  • trazer dinheiro pra casa e não depender do que tenho no Brasil.

É, acho que tenho bons motivos para seguir neste trabalho, independente do difícil que seja e do quão desacreditada esteja este trabalho.

Mas há um ponto que me incomoda muito, as pessoas com quem trabalho. Não digo os agentes de seguro, não, com estes estou descobrindo pessoas e histórias incríveis, histórias de luta e superação, que me deixam com vergonha dos meus sentimentos de incapacidade e me recordam que a vida é muito mais do que as minhas pequenas dores de coluna, minhas tristezas existenciais e qualquer outra bobeira que eu possa reclamar. Os que me incomodam estão na direção da empresa. Não percebo o desejo de fazer esta equipe dar certo, mas sim, vejo que querem sugar o que pudermos dar e se em algum momento não dermos deixamos de ser parte. Resultado, resultado e resultado, é o que querem, sem treinamento adequado, jogados a fogueira, para ser frito ou pular e se virar rapidamente por resultado para o bem da empresa. Porém pergunto, existe empresa saudável sem que sua equipe esteja integra, saudável e feliz? Eu não acredito nisso.

O primeiro ponto que me colocou em alerta foi quando me pediram para mudar meu nome. Justificativa: meu nome não é comum na Espanha e os espanhóis terão dificuldade de entender e falar…  Para mim é uma afronta este pedido. Meu nome é minha identidade, a única coisa que trouxe do Brasil e levo para qualquer lugar, muda o som, mas não muda a escrita (a não ser que vá para o Japão, China ou Países que a tipografia não seja a mesma em que meu nome foi composto). Não, meu nome eu não mudo. Ele conta a minha história passada, presente e futura. Ele me representa, me identifica no meio da multidão, afinal nem no Brasil ele é um nome comum. E que graça há em ter um nome comum?

O segundo ponto de alerta total, justo ao final do primeiro mês de trabalho vieram me pedir uma venda, que deveria ser passada a outra “garota” que trabalha comigo. Ela tinha 2 vendas e eu 6 e com 2 vendas ela não poderia receber o salario determinado para o primeiro mês. COMO????? Isso não foi acordado em momento algum, não disseram que se não tivéssemos 3 vendas no primeiro mês não poderíamos cobrar o salário do mês. E o “PERÍODO DE GRAÇA” que disseram que teríamos???? Não me importo em dar uma venda minha, muito menos para a pessoa que me pediram para ajudar, faço de coração. O que não concordo e me revolto, é que não houve em momento algum a informação de que não receberíamos o fixo se não tivéssemos as 3 vendas. E, esta pressão é real? Não sei, me parece que não, porém agora não vou acreditar mais nas metas e nas pressões. Mentira, pra mim, é um dos piores defeitos de uma pessoa.

Terceiro ponto, se antes da suposta mentira, sobre a pressão, já achava o diretor pouco humano, agora, mais do que tudo, não confio nele. E, pouco a pouco deixo de confiar na minha coordenadora. Para mim são pessoas que não me olham como uma pessoa com história e qualidades, mas sim, como um número. Não, me recuso a ser uma marionete por estas mãos, mãos das quais não notem nenhuma qualidade que me brilhe aos olhos.

Quarto ponto, para mim ter muito dinheiro, ser casado com funcionário nivel A (*), ter muitos bens, conhecer muitos lugares ou outras situações materiais e quantitativas não me empolgam. E, neste lugar escutei exatamente isso, acredito que tenham este discurso porque muitas pessoas que vão parar ali estão apenas interessada no dinheiro e poder que ele dá. Mas eu não quero, confesso que cheguei a me enrolar nesta trama do poder de compra que posso ter se ganho 1mi, 2mil ou 3mil Euros ao mês, mas agora, refletindo sobre o que eu de verdade quero pra mim e minha família, me recordei do pensamento minimalista que me inspirou a encarar esta mudança de País e definitivamente, não é isso que vai me mover. Não me movo pelo ter, mas sim pelo ser! E, se comparo a minha lista de motivos que me fizeram aceitar este trabalho com a lista de pontos negativos desta empresa, vejo que tenho mais motivos para amanhã, depois do dia do trabalho, acordar, me arrumar bem bonita e ir para a rua conhecer pessoas, conhecer a cidade e, se Deus me permitir, ajudar alguma pessoa lhe dando assessoria para contratar algum seguro. Se for o meu, ótimo, se for o do meu concorrente, muito bom, voltarei para a casa contente por ter ajudado uma pessoa a se proteger da melhor forma e com a melhor oferta. E, assim vou viver, até que não seja possível ficar nesta empresa. Mais foco a quem posso ajudar e menos, ou quase nenhum, aos “vampiros”.

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Publicado em Uma história

Pessoal?

Pensando em coisas que acontecem… amigos que eu creia que eram amigos e com a minha mudança sumiram. Problemas no trabalho e falta de respostas do pessoal que trabalha comigo. Pessoas que trabalhavam comigo e me fizeram promessas, eu acreditei e descobri que tudo virou pó.

Pensando em tudo isso tenho algumas opções, entre elas ficar muito chateada e acreditar que é algo pessoal, que sofro mais que os outros, que sou vítima, mas escolho pensar:

Tudo é passageiro. O que foi, foi, já virou passado. Quem fez a mim, em verdade, fez a si. Quem não me acompanhou é quem saiu no prejuízo. Quem não me valoriza é quem perde. Sim, agora eu sei que tenho valor e que nada disso deve ser interiorizado. Sim, precisei atravessar o oceano para aprender que meu melhor amigo, sou eu mesmo. Só eu, minha melhor amiga, posso fazer coisas com o intuito de me auto beneficiar.

Simples assim, com isso, enterro o passado e os pensamentos que não devem fazer parte da minha vida. Namastê!

Publicado em Sem categoria

eu

Mulher, esposa, mãe, ansiosa, cheia de dúvidas, mas determinada a viver uma vida com ética e fazendo a cada dia, algo melhor do que fiz no dia anterior. Gosto de conhecer novos lugares e aprender com novas formas de pensar a vida. Foi assim que conheci o minimalismo e me identifiquei com ele. Hoje, vivendo na Espanha, construo uma nova vida, mais simples e completa que nunca. Para mim, não há limites para a idade, hoje, quando escrevo estas linhas tenho 44 anos, a beira de fazer 45, mas quando você ler, posso já ter 50, 60, 80, 100… Eu gostaria de viver até os 102 anos, não sei se poderei, mas desde que mudei de País e, junto meu estilo de vida, trabalho para que meu corpo e cabeça me permitam chegar a esta idade.

Espero que você goste deste meu espaço de escrita. Aqui conto os lugares que vou conhecendo, as dúvidas que tenho, as coisas que aprendo, os livros que leio e assim vou vivendo, me reinventando sempre.

Beijos, bicos y besos.

Publicado em Coach e Meta

Aceitação#2

Minha proposta inicial era escrever sobre a aceitação na minha vida, durante esta semana, faria isso diariamente, mas, alguns dias não consegui sentar a frente do computador. Tenho tantas dores na coluna que o médico me deu uma nova medicação, mas me senti fatal.Por dois dias não consegui levantar da cama, as dores ainda persistiam e junto vieram os efeitos colaterais do remédio, que fui previamente alertada que teria que passar por isso, uma vez que esta medicação é mais forte e tem um resultado muito poderoso, mas só depois que o corpo se adapta a ela. Muito bem, uma vez informada, me resignei e aceitei a minha situação e semana.

E volto a aceitação, sim, aceitar os fatos que a vida te dá. Se esta semana não podia ir a rua, fotografar, caminhar, sentar ao computador para escrever por horas a fio, fiquei deitada, em repouso e lendo. Li e me enamorei. Estou apaixonada pela Marlena de Biasi e seus livros, terminei de ler um e já comprei outros 5, desta mesma autora para ler. Vou fazer a resenha para vocês acompanharem minhas leituras, logo ponho no ar.

Entre um livro e outro da Marlena, estou lendo um outro, com assunto distinto para desfocar. “Silêncio: o poder da quietude em um mundo barulhento”.  Acho que termino de ler até segunda e faço uma resenha destes também. O que posso adiantar, lendo este livro é silêncio, meditação são partes da aceitação. Em primeiro lugar, se te interessa a meditação e você quer fazer, há que aceitar os estágios iniciais que são difíceis. Não nascemos andando e, lógico, não estamos pronto para um pequeno período de meditação, que dirá para um largo período. Paciência é a segunda palavra após aceitar as dificuldades e limites. Cada dia é um dia, e pouco a pouco, com a perseverança vamos alcançando limites maiores. Não tenho feito uma meditação tradicional, de sentar me e ficar por um período ali em silêncio, ainda não foi possível. Mas diariamente, quando percebo que minha respiração muda, meu coração dispara e minha voz se altera, busco a concentração na respiração, no que estou fazendo, no aqui e no agora. Se me pego ansiosa com alguma coisa do passado me pergunto: “- Posso mudar o passado? De que me adianta fixar no que não posso alterar?”. E, se me pego nervosa e com medo do futuro, me pergunto: “- O que posso fazer AGORA para que este meu medo do futuro possa ser suavizado ou até eliminado?” Se consigo uma ação para o presente, me organizo para fazer, se não há nada no presente, simplesmente dou um comando para minha cabeça. “- Agora não adianta sofrer com isso, confie na abundância e proteção Divina e entregue seus problemas e medos para o Universo.

Assim, desta forma, vou aprendendo a viver com mais tranquilidade e dando espaço para a vida me dar informações suficiente para escolher qual o caminho vou seguir. Aceitar as mudanças e os tempos, está sendo um aprendizado muito importante em momentos muito prazeroso, inclusive.

Muito bem, por hoje é isso, logo volto com as resenhas dos livros.

Beijos, bicos y besos.

 

Publicado em Uma história

Una historia # 1

Mi padre se fue muy temprano, no tenia ni 3 años y ni idea de porque se iba. Él me contaba una historia, pero mi madre gritaba y chillaba para que me contase la verdad. No sé cual es la verdad. Mi padre se fue y 40 años después se murió en mis brazos, sin decirme que me quería. Fue accidente de coche, de los 3 amigos que estaban en el coche, mi padre fue lo único que tuve lesiones. Él estaba atrás, sin cinturón, cuando lo conductor hecho una manobra indebida e fue atropado por otro coche en altísima velocidad. Mi padre fue jugado para fuero del coche y voló por los aires de una estrada, muy caliente, por el verano de Rio de Janeiro.

Sobrevivió unos pocos días, días suficientes para que yo pudiese le decir cuanto le quería. En aquella noche, me acerqué de su oído y le dice:

  • Mira, papa, ya lo sé que poco estuvimos juntos, pero te quiero muchísimo. Te perdono por todo y quiero que te mantenga tranquilo, los médicos están cuidando de ti para que pueda ir para casa. Vá quedar conmigo, en mi casa, hasta que esté bien, no te preocupes con nada, el pasado está en el pasado, íbamos vivir la vida que no podemos vivir. Te quiero muchísimo, te amo!

Cuando percibí él tenia partido. Cuando empecé a hablar estaba en nervios y poco a poco se tranquilizó, hasta que se fue. Lloré, por días me trancaba en el baño y lloraba bajo las aguas de la ducha.

Hoy, más de 3 años dese momento, mi vida ha cambiado mucho. No vivo en Rio de Janeiro, me mudé para España, vivo en una pequeña ciudad del norte del País. Estoy aquí hacen 5 meses En este período intenté hacer mi nueva vida tal como hacia en Rio de Janeiro, bajo al estrés, con el distanciamiento de mi hijo y marido, Tenia una buena solución para mis problemas y tristezas, trabajar, acumular dinero que no llegaba nunca para pagar las cuentas, quizá para ahorrar. Cuando estaba con mucho más estrés y tristeza me emborrachaba con mi marido y con unos pocos amigos. Llegaba en casa, con la memoria y dolor anestesiada, todo ganaba color nueva, y yo, ganaba fuerzas para vivir. Hasta que un día, mi marido dijo:

  • Aquí no me quedo más. Estoy harto de trabajar tanto y no tener nada, ni tiempo para mi familia, ni para mi. Estoy harto de no tener apoyo de mi madre y hermana, Me voy, quiero que venga conmigo, pero se no desear, me voy solo. Aquí no me puedo quedar ni más un mes.

Él quedó conmigo, en Rio de Janeiro, por más 6 meses, tiempo necesario para cerrar nuestro piso, vender y dar todo lo que teníamos y arreglar la documentación. De los 6 meses, quedamos 4 meses en la casa de su madre, la misma que no le apoyaba, la misma que no sabia como reaccionar a todo lo que pasaba con nosotros y por eso en algunos momentos nos trataba con tanta dureza. Fueran meses difíciles, que él se cerraba en si, poco caminaba, poco comía, poco hablaba. Sus días eran en frente a televisión que tenia en la habitación o durmiendo, o sueño de los que quieren pasar el tiempo con más velocidad.

Hasta que llegó el día y nos fuimos de allí.

Él continuaba callado, pero ahora sus ojos tenían un brillo distinto. Antes estaban apagados, sin luz, ahora parpadeaba deseando el nuevo que nos esperaba. Yo pude sentir en su respiración el miedo, la ansiedad, la inseguridad, pero, el hombre que siempre fue allí ya no estaba más. Él tenia dado su grito de alerta. No quería más vivir la vida de los otros, no quería más compartir con cosas que vía y nada podía hacer. No sabia decir, pero sabia sentir la falta constante de aire, la falta de motivación para vivir y sonreír de verdad. Después de años haciendo lo que su madre, padre y hermana le decían, después de trabajar, hasta se molestar físicamente y continuar trabajando, después de tanto deseo olvidado, él se pondría a frente de todo y haría algo por si y por la familia, que él había elegido, como la verdadera, la que valía todo su esfuerzo y trabajo.

Cuando llegamos las cosas no fueron fáciles. Muchos cambios, un nuevo idioma, un nuevo clima, sin amigos, con muchos problemas para arreglar, muchos más papeles do que imaginado para firmar y poco a poco arreglar la base para una nueva vida en un nuevo País. Pude percibir que en algunos momentos él sofría, con miedos y recordaciones de las provisiones desastrosas, de que él nada valía, ditas por su madre pocos días antes de embarcar. Él siempre intentó mostrar una visión de vida distinta, pero la matriarca y su hermana nunca fueron abiertas a oír. Hoy, después de 5 meses aquí, conociendo un poco de la familia y la historia de vida de los españoles puedo entender algunas cosas, mas no todas. Pero, lo más importante de todo es el brillo de sus ojos que volvieron. Veo él jugando con nuestro hijo, cocinando, empezando una nueva vida, con miedo mas seguro de que íbamos conseguir, veo confianza en sus ojos y charlas, veo un hombre más tranquilo y amable. Un valente guerrero que después de años capturados y encarcelados, decide por una vez vivir su vida, la vida que Dios le dio. Aun no sabia como hacer, pero con errores y aciertos la haría como le diese la gana.