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Um novo trabalho

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Hoje dia 15 de maio começo em meu segundo trabalho na Espanha. Depois de muitos anos de vida profissional razoavelmente estabilizada, no Brasil, sigo em inicio de vida num País novo e com atividades que nunca buscaria em meu País

Meu primeiro trabalho foi de agente de seguros, como autônoma, com metas e tendo que ligar para diversos telefones comerciais e residenciais, além de bater em portas, tudo para  oferecer meus serviços de seguro. Este, de fato, poderia ser meu trabalho se eu tivesse mais tempo de Espanha e muitos contatos, como não é o meu caso neste momento e, fui chamada para uma outra empresa… decidi mudar.

Não posso dizer que este é o meu segundo emprego, porque entendo que em emprego não se trabalha tanto como tenho que fazer nestas duas empresas. Tenho um horário de trabalho que não é extenso, são as 8 horas diárias que regem o dia de trabalho aqui como no Brasil, com um diferencial, na Espanha há a “siesta” e por isso os horários de vida aqui são bem diferentes. As empresas funcionam com base no horário dos colégios que começam às 9horas e seguem com aula até às 14horas, que é quando todas as empresas param para seguir com o momento de almoço e “siesta”. Neste horário as ruas estão vazias, só vemos as pessoas que se deslocam do trabalho para casa e logo as 17horas a Cidade começa a ter movimento de pessoas que voltam ao trabalho e outras que vão fazer coisas no comercio que pouco a pouco abre. Sim, meu horario de trabalho será picado, vou trabalhar de 10:30h até 14horas e depois de 17 horas até 21:30horas,   não é um horário fácil, e o trabalho é mais cansativo do que difícil. Tenho que bater em pelo menos 200 portas ao dia, oferecendo uma oferta de Vodafone, uma das empresas de telefonia e internet aqui da Espanha. Para evitar que as pessoas enrolem no trabalho temos um controle bem grande de atividades, a coordenadora de equipe faz uma gestão da equipe por whatsapp, solicitando a direção da pessoa (ubicação, não sei como dizer isso em português) e o tablet controla todas as portas que visitei e o que se passou em cada uma. O controle é rigoroso, para evitar que isso me aborreça, tenho pensado que é uma forma nova de trabalhar e que tenho que aprender a fazer diferente.

Cada vez estou mais certa que para me adaptar bem tenho que ter um pensamento e uma vida minimalista. Há momentos para projetar o futuro e há momentos para simplificar e aceitar, não posso querer ter de Santiago, uma cidade com 95mil habitantes, o que tinha no Rio de Janeiro com seus 6.498.837 habitantes. Aqui não terei a violencia, a agitação, a correria, o transito infernal e nem o stress, tampouco terei o horário continuo de funcionamento das empresas,  e as boas oportunidades de trabalho (agora, com a crise, nem o Rio de Janeiro tem mais as boas oportunidades). Enfim, viver uma vida com mais segurança e qualidade de vida significa ganhar em uns pontos e perder em outros.

Pouco a pouco, vou me adaptando e construindo o que já tive estruturado.

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Primeiro trabalho na Espanha

Muitos dias sem escrever, motivo? Consegui um emprego e estou me adaptando aos horários de trabalho  na Espanha.

Mais que me adaptar aos horários tenho que me adaptar ao trabalho. A principio me disseram que seria Assessora de Seguros, agora descobri que sou Agente de Seguros. Não sei a diferença, na prática? Nenhuma. Tenho que andar pelas ruas que me são designadas vendendo seguros, oferecendo às pessoas uma assessoria para contratação de seguros da empresa que represento com exclusividade. Ofereço o serviço de seguros batendo à porta das casas (e apartamentos) das pessoas, o  trabalho em sí é duro porque as pessoas estão resistentes a todo tipo de venda porta fria. Quando falo deste trabalho para muitas pessoas (aqui e no Brasil) todos fazem cara de pouca alegria, poucos amigos. Mas, mesmo com estas caras e bocas, eu vejo muitos pontos positivos, posso fazer uma lista deles:

  • melhorar meu nível de espanhol;
  • aprender a falar galego;
  • conhecer mais pessoas;
  • conhecer melhor a região que vivo, não só a Cidade de Santiago, como também os Conselhos ao redor;
  • me tornar conhecida em algum meio;
  • sair de casa e me ocupar;
  • me desenvolver em uma nova profissão (?);
  • trazer dinheiro pra casa e não depender do que tenho no Brasil.

É, acho que tenho bons motivos para seguir neste trabalho, independente do difícil que seja e do quão desacreditada esteja este trabalho.

Mas há um ponto que me incomoda muito, as pessoas com quem trabalho. Não digo os agentes de seguro, não, com estes estou descobrindo pessoas e histórias incríveis, histórias de luta e superação, que me deixam com vergonha dos meus sentimentos de incapacidade e me recordam que a vida é muito mais do que as minhas pequenas dores de coluna, minhas tristezas existenciais e qualquer outra bobeira que eu possa reclamar. Os que me incomodam estão na direção da empresa. Não percebo o desejo de fazer esta equipe dar certo, mas sim, vejo que querem sugar o que pudermos dar e se em algum momento não dermos deixamos de ser parte. Resultado, resultado e resultado, é o que querem, sem treinamento adequado, jogados a fogueira, para ser frito ou pular e se virar rapidamente por resultado para o bem da empresa. Porém pergunto, existe empresa saudável sem que sua equipe esteja integra, saudável e feliz? Eu não acredito nisso.

O primeiro ponto que me colocou em alerta foi quando me pediram para mudar meu nome. Justificativa: meu nome não é comum na Espanha e os espanhóis terão dificuldade de entender e falar…  Para mim é uma afronta este pedido. Meu nome é minha identidade, a única coisa que trouxe do Brasil e levo para qualquer lugar, muda o som, mas não muda a escrita (a não ser que vá para o Japão, China ou Países que a tipografia não seja a mesma em que meu nome foi composto). Não, meu nome eu não mudo. Ele conta a minha história passada, presente e futura. Ele me representa, me identifica no meio da multidão, afinal nem no Brasil ele é um nome comum. E que graça há em ter um nome comum?

O segundo ponto de alerta total, justo ao final do primeiro mês de trabalho vieram me pedir uma venda, que deveria ser passada a outra “garota” que trabalha comigo. Ela tinha 2 vendas e eu 6 e com 2 vendas ela não poderia receber o salario determinado para o primeiro mês. COMO????? Isso não foi acordado em momento algum, não disseram que se não tivéssemos 3 vendas no primeiro mês não poderíamos cobrar o salário do mês. E o “PERÍODO DE GRAÇA” que disseram que teríamos???? Não me importo em dar uma venda minha, muito menos para a pessoa que me pediram para ajudar, faço de coração. O que não concordo e me revolto, é que não houve em momento algum a informação de que não receberíamos o fixo se não tivéssemos as 3 vendas. E, esta pressão é real? Não sei, me parece que não, porém agora não vou acreditar mais nas metas e nas pressões. Mentira, pra mim, é um dos piores defeitos de uma pessoa.

Terceiro ponto, se antes da suposta mentira, sobre a pressão, já achava o diretor pouco humano, agora, mais do que tudo, não confio nele. E, pouco a pouco deixo de confiar na minha coordenadora. Para mim são pessoas que não me olham como uma pessoa com história e qualidades, mas sim, como um número. Não, me recuso a ser uma marionete por estas mãos, mãos das quais não notem nenhuma qualidade que me brilhe aos olhos.

Quarto ponto, para mim ter muito dinheiro, ser casado com funcionário nivel A (*), ter muitos bens, conhecer muitos lugares ou outras situações materiais e quantitativas não me empolgam. E, neste lugar escutei exatamente isso, acredito que tenham este discurso porque muitas pessoas que vão parar ali estão apenas interessada no dinheiro e poder que ele dá. Mas eu não quero, confesso que cheguei a me enrolar nesta trama do poder de compra que posso ter se ganho 1mi, 2mil ou 3mil Euros ao mês, mas agora, refletindo sobre o que eu de verdade quero pra mim e minha família, me recordei do pensamento minimalista que me inspirou a encarar esta mudança de País e definitivamente, não é isso que vai me mover. Não me movo pelo ter, mas sim pelo ser! E, se comparo a minha lista de motivos que me fizeram aceitar este trabalho com a lista de pontos negativos desta empresa, vejo que tenho mais motivos para amanhã, depois do dia do trabalho, acordar, me arrumar bem bonita e ir para a rua conhecer pessoas, conhecer a cidade e, se Deus me permitir, ajudar alguma pessoa lhe dando assessoria para contratar algum seguro. Se for o meu, ótimo, se for o do meu concorrente, muito bom, voltarei para a casa contente por ter ajudado uma pessoa a se proteger da melhor forma e com a melhor oferta. E, assim vou viver, até que não seja possível ficar nesta empresa. Mais foco a quem posso ajudar e menos, ou quase nenhum, aos “vampiros”.

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Aceitação#2

Minha proposta inicial era escrever sobre a aceitação na minha vida, durante esta semana, faria isso diariamente, mas, alguns dias não consegui sentar a frente do computador. Tenho tantas dores na coluna que o médico me deu uma nova medicação, mas me senti fatal.Por dois dias não consegui levantar da cama, as dores ainda persistiam e junto vieram os efeitos colaterais do remédio, que fui previamente alertada que teria que passar por isso, uma vez que esta medicação é mais forte e tem um resultado muito poderoso, mas só depois que o corpo se adapta a ela. Muito bem, uma vez informada, me resignei e aceitei a minha situação e semana.

E volto a aceitação, sim, aceitar os fatos que a vida te dá. Se esta semana não podia ir a rua, fotografar, caminhar, sentar ao computador para escrever por horas a fio, fiquei deitada, em repouso e lendo. Li e me enamorei. Estou apaixonada pela Marlena de Biasi e seus livros, terminei de ler um e já comprei outros 5, desta mesma autora para ler. Vou fazer a resenha para vocês acompanharem minhas leituras, logo ponho no ar.

Entre um livro e outro da Marlena, estou lendo um outro, com assunto distinto para desfocar. “Silêncio: o poder da quietude em um mundo barulhento”.  Acho que termino de ler até segunda e faço uma resenha destes também. O que posso adiantar, lendo este livro é silêncio, meditação são partes da aceitação. Em primeiro lugar, se te interessa a meditação e você quer fazer, há que aceitar os estágios iniciais que são difíceis. Não nascemos andando e, lógico, não estamos pronto para um pequeno período de meditação, que dirá para um largo período. Paciência é a segunda palavra após aceitar as dificuldades e limites. Cada dia é um dia, e pouco a pouco, com a perseverança vamos alcançando limites maiores. Não tenho feito uma meditação tradicional, de sentar me e ficar por um período ali em silêncio, ainda não foi possível. Mas diariamente, quando percebo que minha respiração muda, meu coração dispara e minha voz se altera, busco a concentração na respiração, no que estou fazendo, no aqui e no agora. Se me pego ansiosa com alguma coisa do passado me pergunto: “- Posso mudar o passado? De que me adianta fixar no que não posso alterar?”. E, se me pego nervosa e com medo do futuro, me pergunto: “- O que posso fazer AGORA para que este meu medo do futuro possa ser suavizado ou até eliminado?” Se consigo uma ação para o presente, me organizo para fazer, se não há nada no presente, simplesmente dou um comando para minha cabeça. “- Agora não adianta sofrer com isso, confie na abundância e proteção Divina e entregue seus problemas e medos para o Universo.

Assim, desta forma, vou aprendendo a viver com mais tranquilidade e dando espaço para a vida me dar informações suficiente para escolher qual o caminho vou seguir. Aceitar as mudanças e os tempos, está sendo um aprendizado muito importante em momentos muito prazeroso, inclusive.

Muito bem, por hoje é isso, logo volto com as resenhas dos livros.

Beijos, bicos y besos.

 

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Una historia # 1

Mi padre se fue muy temprano, no tenia ni 3 años y ni idea de porque se iba. Él me contaba una historia, pero mi madre gritaba y chillaba para que me contase la verdad. No sé cual es la verdad. Mi padre se fue y 40 años después se murió en mis brazos, sin decirme que me quería. Fue accidente de coche, de los 3 amigos que estaban en el coche, mi padre fue lo único que tuve lesiones. Él estaba atrás, sin cinturón, cuando lo conductor hecho una manobra indebida e fue atropado por otro coche en altísima velocidad. Mi padre fue jugado para fuero del coche y voló por los aires de una estrada, muy caliente, por el verano de Rio de Janeiro.

Sobrevivió unos pocos días, días suficientes para que yo pudiese le decir cuanto le quería. En aquella noche, me acerqué de su oído y le dice:

  • Mira, papa, ya lo sé que poco estuvimos juntos, pero te quiero muchísimo. Te perdono por todo y quiero que te mantenga tranquilo, los médicos están cuidando de ti para que pueda ir para casa. Vá quedar conmigo, en mi casa, hasta que esté bien, no te preocupes con nada, el pasado está en el pasado, íbamos vivir la vida que no podemos vivir. Te quiero muchísimo, te amo!

Cuando percibí él tenia partido. Cuando empecé a hablar estaba en nervios y poco a poco se tranquilizó, hasta que se fue. Lloré, por días me trancaba en el baño y lloraba bajo las aguas de la ducha.

Hoy, más de 3 años dese momento, mi vida ha cambiado mucho. No vivo en Rio de Janeiro, me mudé para España, vivo en una pequeña ciudad del norte del País. Estoy aquí hacen 5 meses En este período intenté hacer mi nueva vida tal como hacia en Rio de Janeiro, bajo al estrés, con el distanciamiento de mi hijo y marido, Tenia una buena solución para mis problemas y tristezas, trabajar, acumular dinero que no llegaba nunca para pagar las cuentas, quizá para ahorrar. Cuando estaba con mucho más estrés y tristeza me emborrachaba con mi marido y con unos pocos amigos. Llegaba en casa, con la memoria y dolor anestesiada, todo ganaba color nueva, y yo, ganaba fuerzas para vivir. Hasta que un día, mi marido dijo:

  • Aquí no me quedo más. Estoy harto de trabajar tanto y no tener nada, ni tiempo para mi familia, ni para mi. Estoy harto de no tener apoyo de mi madre y hermana, Me voy, quiero que venga conmigo, pero se no desear, me voy solo. Aquí no me puedo quedar ni más un mes.

Él quedó conmigo, en Rio de Janeiro, por más 6 meses, tiempo necesario para cerrar nuestro piso, vender y dar todo lo que teníamos y arreglar la documentación. De los 6 meses, quedamos 4 meses en la casa de su madre, la misma que no le apoyaba, la misma que no sabia como reaccionar a todo lo que pasaba con nosotros y por eso en algunos momentos nos trataba con tanta dureza. Fueran meses difíciles, que él se cerraba en si, poco caminaba, poco comía, poco hablaba. Sus días eran en frente a televisión que tenia en la habitación o durmiendo, o sueño de los que quieren pasar el tiempo con más velocidad.

Hasta que llegó el día y nos fuimos de allí.

Él continuaba callado, pero ahora sus ojos tenían un brillo distinto. Antes estaban apagados, sin luz, ahora parpadeaba deseando el nuevo que nos esperaba. Yo pude sentir en su respiración el miedo, la ansiedad, la inseguridad, pero, el hombre que siempre fue allí ya no estaba más. Él tenia dado su grito de alerta. No quería más vivir la vida de los otros, no quería más compartir con cosas que vía y nada podía hacer. No sabia decir, pero sabia sentir la falta constante de aire, la falta de motivación para vivir y sonreír de verdad. Después de años haciendo lo que su madre, padre y hermana le decían, después de trabajar, hasta se molestar físicamente y continuar trabajando, después de tanto deseo olvidado, él se pondría a frente de todo y haría algo por si y por la familia, que él había elegido, como la verdadera, la que valía todo su esfuerzo y trabajo.

Cuando llegamos las cosas no fueron fáciles. Muchos cambios, un nuevo idioma, un nuevo clima, sin amigos, con muchos problemas para arreglar, muchos más papeles do que imaginado para firmar y poco a poco arreglar la base para una nueva vida en un nuevo País. Pude percibir que en algunos momentos él sofría, con miedos y recordaciones de las provisiones desastrosas, de que él nada valía, ditas por su madre pocos días antes de embarcar. Él siempre intentó mostrar una visión de vida distinta, pero la matriarca y su hermana nunca fueron abiertas a oír. Hoy, después de 5 meses aquí, conociendo un poco de la familia y la historia de vida de los españoles puedo entender algunas cosas, mas no todas. Pero, lo más importante de todo es el brillo de sus ojos que volvieron. Veo él jugando con nuestro hijo, cocinando, empezando una nueva vida, con miedo mas seguro de que íbamos conseguir, veo confianza en sus ojos y charlas, veo un hombre más tranquilo y amable. Un valente guerrero que después de años capturados y encarcelados, decide por una vez vivir su vida, la vida que Dios le dio. Aun no sabia como hacer, pero con errores y aciertos la haría como le diese la gana.

 

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onde eu moro

Eu já te mostrei onde eu moro?  Você sabe em que Cidade da Espanha eu estou?

Espanha_redonda.pngEntão vamos lá, eu moro em Santiago de Compostela. Uma Cidade mágica, turística e com muita história. Estou na Galícia, uma das Comunidades Autônomas da Espanha, que fica a Noroeste do território Espanhol, uma região muito verde e úmida. Geograficamente é banhada pelo Oceano Atlântico a oeste, pelo Mar Cantábrico a norte, por Portugal ao sul e a leste com Asturias e Castilla Y Léon, outras duas comunidades autônomas da Espanha.

Mapa_Espanha_Comunidades_tratada

Santiago de Compostela é a capital da Galícia, e sua fundação vem do século IX, entre os anos de 820 e 835, quando descobriram os restos mortais do Apóstolo Santiago e constroem a primeira Capela. Em 1077, depois que um Eremita descobre o local preciso donde estavam os restos mortais, e avisa ao Bispo, iniciam-se ali, naquele espaço a construção da Catedral a este querido Apóstolo. Esta Catedral, que temos hoje aqui na Praça do Obradoiro, é a terceira construção e a mais suntuosa. Deste período nasce o caminho de peregrinação, com o Rei Alfonso II fazendo a peregrinação com fins políticos, para unir a seu reino. Como  Roma estava em declínio de importância e Jerusalém, inacessível por estar tomada pelos mulçumanos, assim que Santiago de Compostela passa a ser o caminho de peregrinação inaugurado e difundido por seu Rei.

Em 1985 a Cidade foi  declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Atualmente tem uma população de 95mil pessoas, sendo que 1/3 desses são jovens que estudam na Universidade de Santiago de Compostela que tem 500 anos e é uma das grandes Universidades da Espanha. A Cidade tem, em seu casco histórico, uma arquitetura medieval e barroca reconhecida mundialmente. Pouco a pouco vou mostrando para vocês fotos e contando um pouco da história dessas construções. Posso garantir que é tudo muito encantador.

Devido aos altos preços de moradia aqui em Santiago de Compostela, inclusive comparados a Madrid e Barcelona, muitas famílias deixaram a Cidade e se mudaram para Municípios, onde podiam comprar ou alugar casas e apartamentos de maior tamanho por um preço significativamente menor que o da Cidade. O Centro Novo é considerado um dos melhores bairros, é onde encontramos farto comércio, bancos e bons prédios, mas os valores são realmente caros. Um aluguel nesta região pode custar de 600 a 1000 Euros, variando pelo tamanho e qualidade da obra e dos móveis dispostos no apartamento. Um outro ponto que faz a diferença é se tem ou não garagem. Outro bairro com ofertas é o Casco Histórico, esse ponto é o preferido dos estudantes e turistas. Essa região tem comércio, mas em sua maioria são bares, cafés e restaurantes, ou lojas de souvenirs para os turistas. Um aluguel ali varia em torno de 400 a 700 Euros, com as mesmas variantes do Centro Novo, com excessão para a vaga de garagem, uma vez que nessa região não é permitido o fluxo de carros.

Fachada_Ponte-do-Sar.pngEu moro em Sar, um bairro que já foi considerado “afuera” de Santiago, mas que com seu crescimento se juntou a Cidade. Como este bairro tinham muitos casarões, alguns proprietários fizeram obras e transformaram os casarões em edifícios com apartamentos. É o caso do que eu moro, dizem que aqui foi uma casa, antes de ser um prédio com 6 apartamentos. Olhem na foto ao lado, é com a vista desta janela que crio as inspirações dos textos para escrever para vocês.  Sar é um bairro extremante úmido, pois temos o rio Sar, que passa por aqui. Uma outra característica deste bairro é que, mesmo estando junto a cidade, estou a 15 minutos andando do Centro Novo e 20 minutos do Casco Histórico, muitos prédios e casas preservam a seu lado um espaço de terreno que chamam de “fincas”, onde seus proprietários plantam pequenas vinhas, legumes e verduras. Aqui atrás do meu apartamento, o dono da finca tem inclusive um galinheiro e todos os dias acordamos com o galo cantando.

 

Abaixo mostro algumas fotos daqui da região. A começar pela vista que tenho aqui da janela da frente, do meu escritório. Estas fotos foram feitas num dia de inverno, ou seja, dia cinza e chuvoso.

Vista_frente_piso_2Vista_frente_piso_1

Da terraza, cozinha e sala eu tenho esta outra vista, que eu acho preciosa. Toda essa área de vegetação, na parte inferior da primeira foto é a finca de uma senhorinha. Acho que é daqui que vem o galo cantador. Ela já está preparando a vinha, e logo teremos uma visão bem graciosa destas janelas de fundo. A outra imagem é uma ampliação, ali mostra o Centro Novo, junto a ferrovia.

Vista_fundos_piso1Vista_fundos_piso2

E, aqui o Rio Sar, que fica na parte mais baixa da minha rua. Dizem que antigamente, nas épocas de chuva ele enchia muito e as casas ficavam inundadas, até aqui, na parte mais alta da rua dizem que as paredes minavam água de tanta umidade.  Estas fotos foram tiradas em outro dia, sem chuva mas com muito frio!!!!

2017-01-19 10.46.002017-01-19 10.47.162017-01-19 10.45.302017-01-19 10.45.46

Bom, por hoje é isso.

Amanhã tem mais!

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Bicos y besos a todos!