Sentimentos, Trabalho, Uma história

Uma cidade com alegre no nome

felicidadeSe me pergunta quem sou, não sei te responder. Prefiro ficar calada e observar tudo o que passa ao meu redor, sentar nas esquinas e ouvir com atenção a vida de cada uma das pessoas, quem sabe aprendo a viver com elas. Não me ensinaram a viver, por isso sobrevivo.

Tenho medo de esquecer e ficar cega. Tenho pouco para esquecer, as dores do passado enterrei no fundo de Avalon, lugar em que fui um dia para me libertar das dores, porém quando acordei já não sabia como voltar ali e fiquei perdida nesse mundo.

Tenho muito por ver, não posso ficar cega. Lembro que uma vez a cegueira bateu a minha porta. Segundo o médico, depois de uma cirurgia, a reação do meu olho não era normal. Eu ficaria mais confortável se ele assumisse o erro médico, uma falha no cálculo. Falta humildade para ser, de verdade, o melhor médico do Rio de Janeiro. Esse tinha a fama de melhor, só não me disseram que tinha o título de Dr Ego. Fiquei 6 meses com pouca visão no olho direito. Dirigi e aprovei cores de um livro de arte, sem ver. Fiz uma terceira cirurgia nesse olho. Hoje, o olho tem personalidade própria, tem múltiplas personalidades. Um olho neurótico.

Tenho 47 anos e quero viver até os 104. Minha família é composta de mulheres que vivem muito. É o que me contaram, da minha família quem me marcou foram os homens. Dois com o mesmo nome. Sebastião.

Numa entrevista de trabalho, esta semana, me perguntaram como me vejo daqui a 5 anos. Que pergunta mais clichê, maldita entrevistadora, essa pergunta é mais velha que minha tataravó. Disse que queria seguir trabalhando como comercial e ter meu primeiro livro escrito e publicado. Grande mentira! Não quero ser vendedora, que vida miserável a de um vendedor. A não ser que este venda felicidade e um mundo melhor, mais humano, menos violento e estressante… Salvo este vendedor, todos os outros vendem o fim do mundo, vendem merda, lixo humano. Menti, menti porque preciso sobreviver, pagar as contas que me cobram dia sim e outro também. A mulher percebeu que mentia. Não passei na entrevista. Sem trabalho, como vou sobreviver?

Ontem tive uma crise. Alguém assumiu meu corpo, minha voz e meus sentimentos e gritou, gritou muito. Falou umas quantas coisas absurdas e xingou, xingou muito. Essa pessoa tinha ódio no coração. Eu não tenho ódio, tenho que perdoar, mas não tenho ódio.

Gosto de fazer listas. Igual ao Renato Russo, faço listas. A diferença é que as minhas não estão escritas em cadernos e nem serão publicadas como um livro de sucesso. Não quero que as pessoas leiam, por isso as escrevo a fogo na minha mente, na minha memória, deve ser por isso que minha cabeça queima todos os dias e urro de dor. Deve ser por isso que agora tenho falhos de memória, amnésia temporal, disse o médico. Fato é que me perco na rua e na vida. Uma das listas que tenho é das pessoas a quem tenho que perdoar e a primeira, sou eu. A segunda, terceira até a quinta ou décima quinta, sou eu. Depois vem minha mãe e meu pai, não sei em que ordem, nem quantas vezes eles se repetem.

Quero viver até os 104 anos e morrer com um largo sorriso no rosto, por ter encontrado a paz e alegria verdadeira, em vida. Por ter aprendido a viver. Por isso me reinicio dia-a-dia, esquecendo propositalmente o vivido para fazer tudo novo e melhor. Mas ainda falta me perdoar.

Um dia pensei que para escrever tinha que sofrer. Um dia entendi que grandes autores eram depressivos, complexos, doentios. Quero romper esta barreira. Clarice Lispector ditava como devia ser a mulher em um lindo livro de capa rosa, não lembro o nome, tinha uma linda edição, isso sim. Um dia descobri que ela sofria, chorava, deprimia e gritava. Ela não era uma mulher como a do seu livro. É o que ficou na minha memória.

Lembro do meu avô. Ele usava chapéu. Uma vez coloquei seu chapéu na minha cabeça, tampava meu olho. Andei pela casa com os braços estendidos para não tropeçar, acabei encontrando meu avô na cozinha, que tomava seu café da meia manhã. Eu disse: – Vô, olha como estou. Elegante como você!” Ele tirou o chapéu da minha cabeça, pôs na sua e tomou o último gole de seu café. Em seguida pousou a xícara no velho móvel de madeira, pintado de azul, onde minha avó guardava as panelas na enorme cozinha da casa em Pouso Alegre e me chamou para jogar cartas na varanda da casa. Naquela casa existiam lugares emblemáticos para mim; a cadeira de ferro e plástico trançado que meu avô sentava na varanda para ver o jardim, a cadeira de madeira que usava quando estava à mesa da varanda para jogar cartas, seu lugar no sofá e seu lugar na mesa da cozinha. Todos tinham seu cheiro e sua presença. Era um homem de 1,88m. Não sei a cor do seu cabelo, mas sei o cheiro. Aquele mesmo cheiro que estava em todos os lugares emblemáticos daquela casa. Ele morreu sem uma perna, cortaram. Os médicos cortaram, não sei porque. Meu avô não andou mais. Não falou mais. Não jogou mais às cartas. Meu amor por ele sempre existiu, eu não tive chance de dizer isso pra ele. Espero que onde esteja sinta meu amor eterno. Dizem que encarnamos, não sei se ele já teve tempo para isso. Dizem que temos anjo da guarda, eu quero ele como meu anjo da guarda. Dizem que ele foi um homem muito duro, comigo nunca foi, prefiro não saber quem foi este homem. Minha experiência me ensinou que não devemos conhecer a fundo nossos heróis, a decepção pode ser maior que 1,88m.

Meu avô, um homem com 1,88m, que não sabia ler nem escrever, mas fazia contas melhor que as calculadoras. Tinha as mãos duras de lidar com a terra e os animais. Nunca fez carinho em nenhum filho, em nenhum neto, com exceção de mim. Cuidava de mim, mesmo estando a quase 400km de distância e me vendo 2 vezes ao ano. Ele me ensinou que sua palavra valia mais que tudo. Que sua assinatura, que seu dedo pintado numa folha de papel e que o fio de seu bigode. Ele me ensinou a ser dura e ter valor. Me ensinou a proteger a família. Sua mulher morreu sem pisar num supermercado, sem ir num banco, sem saber dos problemas da família. Ele a mimava, fazia por amor. Ele amava e mimava aquela pequenina mulher de 1,47m, que sempre que tinha desejo de tomar sorvete ele saia escondido a comprar. Ela se lambuzava com seu sorvete de manga, comprado na loja de sorvetes, que tinha no centro de Pouso Alegre.

Sempre tentei entender porque Pouso Alegre. A cidade não tinha aeroporto, então não tinha como pousar ali, era o que pensava. Será que era pouso de pousar, dormir, pousada? Nasci ali, não vivi ali. Sabia que ali não seria feliz. Era contraditório, uma cidade com alegre onde eu não poderia ser feliz. Foi assim que comecei a buscar a felicidade, tentando entender o nome da cidade que nasci. Acho que eu tinha 3 anos quando essa busca começou.

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Coach e Meta, EU, Minimalismo, Trabalho

más un día de conquistas.

 

Bueno, ahora toca dormir, estoy muerta, super cansada. Y mañana tendré un día largo y con muchas oportunidades, tengo que sacar provecho deste día y por eso… Ahora recuperar las fuerzas.

Como sigo?

Más un día sin cigarro!

Más un día sin carne!

Más un día sin poner azucar en los cafés y zumos.

Más un día sin tomar remédios a mayores de los que ya tomo.

Más un día que cojo alguna cosa en mi casa para vender, dar o jugar a basura.

Más un día controlando mi período detox para sentirme cada día mejor.

Hay momentos que no fumar, no tomar café me hace cuesta arriba, pero estoy resistindo, por mi, por nadie más.

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Um dia melhor que o outro.

flor a pedra

A vida é curta demais para viver presa ao passado, a pensamentos negativos, a tristeza e em tarefas que não te encantam.

É verdade que algumas tarefas, que não me encantam, precisam ser feitas. Como passar roupa ou cuidar de casa no meu dia de folga do trabalho, ou ainda, sentar com o filho e estudar quando o que mais quero é uma cama ou um passeio em família. Quando falamos que a vida é curta demais para se envolver com o que não te valoriza, pensamos direto em largar estas tarefas, mas não podemos ser frívolos em abandonar o que faz o nosso dia-a-dia e família melhor. Cuidar da casa, para mim é fundamental. Gosto de uma casa limpa, organizada e cheirosa. Ver meu filho entendendo o que está estudando e envolvido comigo é mais que fundamental, é essencial.

Então, o que posso largar para viver melhor?

A começar, posso eleger que vou controlar meus pensamentos para que sejam o mais positivos e esperançosos possíveis. Posso selecionar o que leio e os programas de televisão que vejo. Posso evitar pessoas que não me façam bem, que suguem minha energia, que tenham inveja, que não me valorizem. Posso entender que algo no momento não vai bem, mas tudo na vida é passageiro, inclusive este momento. O chefe que não me tratou bem, o dinheiro do mês que acabou antes da hora, ou o salário baixo, tudo isso é passageiro se me envolvo para fazer do meu amanhã um dia melhor. Sim, meu chefe é passageiro, hoje não pensamos mais em ficar a vida toda em uma empresa e nos aposentar, ficar na mesma atividade com o mesmo salário, pior ainda. Mas para conseguir que meu dia de amanhã seja melhor que o meu dia de hoje, preciso de verdade me dedicar a fazer o que me aparece bem, ser honesta, ser ética, ter valores de qualidade são fundamentais para que a sua vida caminhe conforme os seus sonhos.

Ah, falando em sonhos, não acredito em milagres sem trabalho. Então sonhos mirabolantes não entram na minha crença de conquista. Ter uma Ferrari na garagem, uma casa de 6 quartos, viajar o mundo todo e não trabalhar não é um sonho real, não nasci e nem casei com milionário. Porém, sonhar em ter uma casa com jardim para que o meu pequeno Rufus possa correr e se divertir, sim é possível. Sonhar em ter um carro melhor, sim também é possível. Mas isso tudo é consumo, e quero muito mais da vida do que apenas consumo. Quero ser a melhor mãe que meu filho pode ter, para isso tenho que dia-a-dia, me dedicar, trabalhar, cuidar e aprender. Sim este sonho é real e me torna melhor. Quero ser uma melhor profissional, uau, mais que possível, hoje com a experiência que tenho sei que sou uma pessoa dedicada, responsável e comprometida, posso conseguir. Ser melhor esposa, melhor amiga, sim todos sonhos viáveis. E viajar, conhecer lugares, aprender idiomas… sim para isso preciso de dinheiro e muitos podem dizer, consumismo. Para mim não, viajar e aprender idiomas, hoje é me fazer uma pessoa maior. E, é em busca disso que estou! A casa ficará para um dia, o apartamento feinho que mora me protege do frio, do calor, da chuva e me propicia bons momentos com minha família. O carro velhinho, que nem é tão velhinho assim, está com o motor perfeito e nos leva a lugares que nunca conheci, é o começo das minhas longas viagens pela Europa.

Portanto, vivo a vida, uns dias tristes porque o trabalho ainda não me satisfaz, mas logo o que busco chegará. Posso dizer que hoje este trabalho que quero está mais perto de mim, que estava ontem, e amanhã estará mais perto. Não acredito em milagres, mas acredito em destino e este trabalho está no meu destino, e cada dia estou mais perto de conseguir.

Para amanhã segunda, eu desejo que todos nós possamos acordar, abrir a janela, olhar para o céu e, independente de como esteja o dia, dizer: “Obrigada por mais uma noite, obrigada por mais um dia! Hoje eu farei melhor que ontem e amanhã, melhor que hoje.” E, com um sorriso no rosto e a certeza de um dia melhor, fazer todas as tarefas que dependem de mim.

 

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Um novo trabalho

find a job

Hoje dia 15 de maio começo em meu segundo trabalho na Espanha. Depois de muitos anos de vida profissional razoavelmente estabilizada, no Brasil, sigo em inicio de vida num País novo e com atividades que nunca buscaria em meu País

Meu primeiro trabalho foi de agente de seguros, como autônoma, com metas e tendo que ligar para diversos telefones comerciais e residenciais, além de bater em portas, tudo para  oferecer meus serviços de seguro. Este, de fato, poderia ser meu trabalho se eu tivesse mais tempo de Espanha e muitos contatos, como não é o meu caso neste momento e, fui chamada para uma outra empresa… decidi mudar.

Não posso dizer que este é o meu segundo emprego, porque entendo que em emprego não se trabalha tanto como tenho que fazer nestas duas empresas. Tenho um horário de trabalho que não é extenso, são as 8 horas diárias que regem o dia de trabalho aqui como no Brasil, com um diferencial, na Espanha há a “siesta” e por isso os horários de vida aqui são bem diferentes. As empresas funcionam com base no horário dos colégios que começam às 9horas e seguem com aula até às 14horas, que é quando todas as empresas param para seguir com o momento de almoço e “siesta”. Neste horário as ruas estão vazias, só vemos as pessoas que se deslocam do trabalho para casa e logo as 17horas a Cidade começa a ter movimento de pessoas que voltam ao trabalho e outras que vão fazer coisas no comercio que pouco a pouco abre. Sim, meu horario de trabalho será picado, vou trabalhar de 10:30h até 14horas e depois de 17 horas até 21:30horas,   não é um horário fácil, e o trabalho é mais cansativo do que difícil. Tenho que bater em pelo menos 200 portas ao dia, oferecendo uma oferta de Vodafone, uma das empresas de telefonia e internet aqui da Espanha. Para evitar que as pessoas enrolem no trabalho temos um controle bem grande de atividades, a coordenadora de equipe faz uma gestão da equipe por whatsapp, solicitando a direção da pessoa (ubicação, não sei como dizer isso em português) e o tablet controla todas as portas que visitei e o que se passou em cada uma. O controle é rigoroso, para evitar que isso me aborreça, tenho pensado que é uma forma nova de trabalhar e que tenho que aprender a fazer diferente.

Cada vez estou mais certa que para me adaptar bem tenho que ter um pensamento e uma vida minimalista. Há momentos para projetar o futuro e há momentos para simplificar e aceitar, não posso querer ter de Santiago, uma cidade com 95mil habitantes, o que tinha no Rio de Janeiro com seus 6.498.837 habitantes. Aqui não terei a violencia, a agitação, a correria, o transito infernal e nem o stress, tampouco terei o horário continuo de funcionamento das empresas,  e as boas oportunidades de trabalho (agora, com a crise, nem o Rio de Janeiro tem mais as boas oportunidades). Enfim, viver uma vida com mais segurança e qualidade de vida significa ganhar em uns pontos e perder em outros.

Pouco a pouco, vou me adaptando e construindo o que já tive estruturado.

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Trabalho

Primeiro trabalho na Espanha

Muitos dias sem escrever, motivo? Consegui um emprego e estou me adaptando aos horários de trabalho  na Espanha.

Mais que me adaptar aos horários tenho que me adaptar ao trabalho. A principio me disseram que seria Assessora de Seguros, agora descobri que sou Agente de Seguros. Não sei a diferença, na prática? Nenhuma. Tenho que andar pelas ruas que me são designadas vendendo seguros, oferecendo às pessoas uma assessoria para contratação de seguros da empresa que represento com exclusividade. Ofereço o serviço de seguros batendo à porta das casas (e apartamentos) das pessoas, o  trabalho em sí é duro porque as pessoas estão resistentes a todo tipo de venda porta fria. Quando falo deste trabalho para muitas pessoas (aqui e no Brasil) todos fazem cara de pouca alegria, poucos amigos. Mas, mesmo com estas caras e bocas, eu vejo muitos pontos positivos, posso fazer uma lista deles:

  • melhorar meu nível de espanhol;
  • aprender a falar galego;
  • conhecer mais pessoas;
  • conhecer melhor a região que vivo, não só a Cidade de Santiago, como também os Conselhos ao redor;
  • me tornar conhecida em algum meio;
  • sair de casa e me ocupar;
  • me desenvolver em uma nova profissão (?);
  • trazer dinheiro pra casa e não depender do que tenho no Brasil.

É, acho que tenho bons motivos para seguir neste trabalho, independente do difícil que seja e do quão desacreditada esteja este trabalho.

Mas há um ponto que me incomoda muito, as pessoas com quem trabalho. Não digo os agentes de seguro, não, com estes estou descobrindo pessoas e histórias incríveis, histórias de luta e superação, que me deixam com vergonha dos meus sentimentos de incapacidade e me recordam que a vida é muito mais do que as minhas pequenas dores de coluna, minhas tristezas existenciais e qualquer outra bobeira que eu possa reclamar. Os que me incomodam estão na direção da empresa. Não percebo o desejo de fazer esta equipe dar certo, mas sim, vejo que querem sugar o que pudermos dar e se em algum momento não dermos deixamos de ser parte. Resultado, resultado e resultado, é o que querem, sem treinamento adequado, jogados a fogueira, para ser frito ou pular e se virar rapidamente por resultado para o bem da empresa. Porém pergunto, existe empresa saudável sem que sua equipe esteja integra, saudável e feliz? Eu não acredito nisso.

O primeiro ponto que me colocou em alerta foi quando me pediram para mudar meu nome. Justificativa: meu nome não é comum na Espanha e os espanhóis terão dificuldade de entender e falar…  Para mim é uma afronta este pedido. Meu nome é minha identidade, a única coisa que trouxe do Brasil e levo para qualquer lugar, muda o som, mas não muda a escrita (a não ser que vá para o Japão, China ou Países que a tipografia não seja a mesma em que meu nome foi composto). Não, meu nome eu não mudo. Ele conta a minha história passada, presente e futura. Ele me representa, me identifica no meio da multidão, afinal nem no Brasil ele é um nome comum. E que graça há em ter um nome comum?

O segundo ponto de alerta total, justo ao final do primeiro mês de trabalho vieram me pedir uma venda, que deveria ser passada a outra “garota” que trabalha comigo. Ela tinha 2 vendas e eu 6 e com 2 vendas ela não poderia receber o salario determinado para o primeiro mês. COMO????? Isso não foi acordado em momento algum, não disseram que se não tivéssemos 3 vendas no primeiro mês não poderíamos cobrar o salário do mês. E o “PERÍODO DE GRAÇA” que disseram que teríamos???? Não me importo em dar uma venda minha, muito menos para a pessoa que me pediram para ajudar, faço de coração. O que não concordo e me revolto, é que não houve em momento algum a informação de que não receberíamos o fixo se não tivéssemos as 3 vendas. E, esta pressão é real? Não sei, me parece que não, porém agora não vou acreditar mais nas metas e nas pressões. Mentira, pra mim, é um dos piores defeitos de uma pessoa.

Terceiro ponto, se antes da suposta mentira, sobre a pressão, já achava o diretor pouco humano, agora, mais do que tudo, não confio nele. E, pouco a pouco deixo de confiar na minha coordenadora. Para mim são pessoas que não me olham como uma pessoa com história e qualidades, mas sim, como um número. Não, me recuso a ser uma marionete por estas mãos, mãos das quais não notem nenhuma qualidade que me brilhe aos olhos.

Quarto ponto, para mim ter muito dinheiro, ser casado com funcionário nivel A (*), ter muitos bens, conhecer muitos lugares ou outras situações materiais e quantitativas não me empolgam. E, neste lugar escutei exatamente isso, acredito que tenham este discurso porque muitas pessoas que vão parar ali estão apenas interessada no dinheiro e poder que ele dá. Mas eu não quero, confesso que cheguei a me enrolar nesta trama do poder de compra que posso ter se ganho 1mi, 2mil ou 3mil Euros ao mês, mas agora, refletindo sobre o que eu de verdade quero pra mim e minha família, me recordei do pensamento minimalista que me inspirou a encarar esta mudança de País e definitivamente, não é isso que vai me mover. Não me movo pelo ter, mas sim pelo ser! E, se comparo a minha lista de motivos que me fizeram aceitar este trabalho com a lista de pontos negativos desta empresa, vejo que tenho mais motivos para amanhã, depois do dia do trabalho, acordar, me arrumar bem bonita e ir para a rua conhecer pessoas, conhecer a cidade e, se Deus me permitir, ajudar alguma pessoa lhe dando assessoria para contratar algum seguro. Se for o meu, ótimo, se for o do meu concorrente, muito bom, voltarei para a casa contente por ter ajudado uma pessoa a se proteger da melhor forma e com a melhor oferta. E, assim vou viver, até que não seja possível ficar nesta empresa. Mais foco a quem posso ajudar e menos, ou quase nenhum, aos “vampiros”.

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