Sim, eu sou.

Durante muitos anos tive medo de dormir porque tinha pesadelos. Era uma criança tímida, superprotegida por minha mãe, que ao mesmo tempo não sabia me ajudar nos meus medos e pesadelos. Minha distração, nesse tempo, era ler, ouvir música e escrever. Acreditava que um dia poderia ser uma escritora de histórias em quadrinho ou somente escritora, mas nas vezes que brincava com minha bonecas o único que conseguia projetar para a boneca que me representava era a função de secretaria. Era como se me fosse impossível pensar algo além, não pensava em nenhuma profissão que me levasse a estudos e … Continuar lendo Sim, eu sou.

Si no hago por mí, quién hará?

La fecha se aproxima, busqué formas de que no pasara, en realidad, sigo buscando las. Los señales se hacen, a cada día, más claros que la oscuridad de la noche, una temida oscuridad. No tengo idea de que haré, ni como será. Debo prepararme, él no dará la partida a esta nueva fase, lo haré yo, como siempre la que define y arriesga. Otro día, en una reunión de ventas escuché una compañera que decía, en una visita a un cliente la que define y comanda la reunión y la venta soy yo, lo hago de forma a que el … Continuar lendo Si no hago por mí, quién hará?

Um amor impossível – Capítulo IV

IV. Acredito que minha vida tem fundo sonoro, não uma única música, nem uma única seleção. Escuto de tudo, quase tudo. Sou eclética. Hoje vou de The Police, Every Breath You Take, levei anos para prestar atenção na letra. Coincidência? Não, não acredito em coincidências, sim em atrações do subconsciente. Enquanto escuto a música toco meu sexo, minha buceta. Minha buceta molhada. Ela me proibia tocar minha perereca, tal como ela falava. Que mãe idiota eu tive. – Mãe, não é perereca. É buceta, fonte de prazer e vida! Pobre mulher que não conheceu seu próprio corpo. Adoro minha buceta, … Continuar lendo Um amor impossível – Capítulo IV

Um amor impossível – Capítulo III

III. Hoje escuto The Cure, Lullaby.  Lembro quem fui. Lembro quem queria ser. Lembro meu corpo branco, as sardas no ombro, não era magra, não era gorda. Era gostosa. Hoje não estou assim, deixei a vida pesar e os quilos acumularem. Me lembro deitada no chão do meu quarto, na casa da minha mãe. Trancada, sem poder sair. Ouvia música e chorava. Fazia muito tempo que não chorava, faziam 30 anos. Chorei muito quando vi sua foto, mãe. Hoje sinto falta de ar, não é a pandemia que come o mundo. É alergia, uma puta crise alérgica. Igual a que … Continuar lendo Um amor impossível – Capítulo III