EU, Minimalismo, Relacionamentos, Sentimentos

Dores emocionais e formas de lidar com elas.

dor-emocional

Não sei se passa com vocês, comigo há momentos em que minha confusão mental é tão grande, que a desordem da casa me incomoda mais que nunca. A psicologia explica muito bem isso. é a insatisfação com a vida pessoal, acúmulo de stress ou situações que precisamos urgentemente de uma ordem para nos sentir mais controladores dos resultados. Eu particularmente busco resultados positivos, acredito que eles estejam aqui, mas não os sinto na intensidade ou tamanho desejado e por isso me estresso muito. A mudança de País dói, depois de uma situação estável e uma série de conquistas, tenho que recomeçar tudo do zero, num lugar diferente, com idioma distinto e com dificuldades de uma região que está com a economia estagnada.

Galícia é uma região muito bonita da Espanha, mas dura, com pessoas desconfiadas, frias (também pelo clima) e com uma população que envelhece a olhos nus. As oportunidades são poucas e muito disputadas. Aqui tenho que provar a cada minuto minha capacidade por ser estrangeira, por ser mulher, por minha idade e por minha personalidade não tão amigável (ou seja lá como posso explicar). Isso tudo me cansa, me agota emocionalmente. Algumas vezes penso que o mundo não foi feito para pessoas como eu, que sentem demasiado, que se importam demasiado, que desejam demasiado, que acreditam demasiado, que esperam demasiado.

Busco o minimalismo para alcançar a leveza que não consigo ter, a simplicidade na casa, e assim olhar o horizonte doméstico com mais amplitude e menos laços rodeados como um caracol de dúvidas e incertezas. Busco o minimalismo como forma de pensar para na simplicidade sofrer menos, não sei se me faltam crenças para encarar este modelo de vida e entrar de cabeça, ou se todas a dificuldade vem por viver com pessoas desorganizadas e que não são minimalistas. Não, não os culpo por não conseguir, no geral, nunca culpo ao outro, mas sim a mim mesma, minha baixa estima não me permite acreditar que a culpa seja do outro, do meio, da sociedade, da economia… Por isso sofro, melhor dizendo, também por isso sofro.

Queria uma pessoa que me acolhesse, e me ensinasse a viver de forma menos dolorida. Uma pessoa que compreendesse o que sinto e me ajudasse a sair dessa espiral que me leva ao fundo da terra onde me queimo a cada passo que dou rumo ao centro de larvas.

Sei que amanhã ou depois estarei melhor, mas aqui, cada vez mais sinto estas dores emocionais vindo ao meu encontro. Outro dia me disseram que é muito comum, que 85% das pessoas que mudam de País sofrem com depressões e dores emocionais, não gosto de me imaginar dentro deste percentual, tenho que ser mais forte.

Boas atitudes são importantes para este momento, abaixo indico algumas que tento fazer, nem sempre são possíveis, mas quando as faço surtem um efeito muito agradável e acabo me esquecendo dessas dores emocionais.

  • ajudar pessoas que necessitam, fazer atividades voluntárias em ONGs;
  • brincar com o filho e com o cachorro, um tempo passado com eles, brincando e rolando no chão, rindo de bobagens ou simplesmente um abraço, tem um efeito reparador melhor que muitos remédios e que uma noite de sono;
  • meditar, caminhar, ouvir música, dançar, ou seja fazer atividades que envolvam a mente e o corpo, ajudam a mudar o foco e esquecer o que me incomoda, até que fico tranquila, mais relaxada;
  • ler um livro ou ver um filme;
  • escrever no blog, num caderno, numa folha de papel, seja para guardar ou queimar, o importante é escrever, essa é uma técnica que ajuda muito, desafoga as emoções e não satura o ouvido das pessoas. \\mas se você tem um super amigo de mão ou um psicólogo/analista, falar trás efeitos mais benéficos ainda;
  • fazer faxina, limpar a casa, passar roupa, organizar o exterior ajuda a organizar o interior.

O objetivo neste momento é desfocar a mente do looping que entra com o pensamento atordoante, assim a dor passa e você renova forças para seguir a vida.

Espero que estas palavras possam te ajudar de alguma forma, e se quiser compartilhar dores ou experiências, inclusive o que faz para melhorar, me conte nos comentários.

Um abraço a todos e força, todos nós podemos o que quisermos.

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8 comentários sobre “Dores emocionais e formas de lidar com elas.

  1. Cristina disse:

    Hola Roseana.
    Siento mucho leer por la situación que estás pasando… En fin, cualquier cambio supone un estrés (físico o mental), y en tu caso creo que es bastante razonable. Cambio de país, idioma, amigos y un largo etc. Al fin y al cabo somos “animales de costumbres”.
    Al contrario que tu, creo que la gente de Galicia es muy acogedora, aunque también tengo que subrayar que sólo he ido de vacaciones, con lo cual, lógicamente no es la misma situación.
    Pero me parece muy positiva ltu forma de ver las cosas, de cómo te enfrentas a todas esas emociones (ONG´S, bailar, jugar, meditar…. esa sin duda es la mejor evasión para la mente ante situaciones estresantes. Tienes muchas habilidades para afrontar esta nueva etapa de tu vida,que siempre será pasajera. Con el tiempo, te irás aclimatando aunque ello a veces implica paciencia.
    Ánimo linda.
    Fuerte abrazo.

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    • Hola Cristina,

      Perdon por tardar en te contestar. Soy el tipo de persona que aprovecho a lo máximo el día, y ahora en verano son muchísimo más largos, o sea, estoy siempre haciendo alguna cosa y poco paré al ordenador.
      Muchas gracias por tu mensaje, tengo la certeza que dentro en breve ya estaré 100% adaptada y con la vida estabilizada.
      Si, la paciencia es necesaria, ella es la mejor medicina para todas las situaciones de nuestra vida.
      Abrazos.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Me identifiquei demais com sua angústia dentro de casa. Na minha tenho o mesmo problema e quando estou emocionalmente equilibrada não faz tanta diferença, mas nos momentos de fragilidade emocional uma caixa de papelão encostada no canto vira um bicho de dezoito cabeças. Minha família é muito desorganizada. Quando eu era criança, ficava maluca com a bagunça da minha mãe, não sabia lidar com o quanto aquilo me incomodava (nem entendia, na verdade), preferia ficar na rua, na biblioteca, em qualquer lugar que não fosse a minha casa, para não ter que lidar. Agora estou na fase de ter que ficar como general, o tempo todo pedindo ao filho e ao marido para guardar isso, limpar aquilo, e etc. E isso é imensamente cansativo também. Aos poucos vejo que eles se inteiram do que me incomoda, o pequeno vai ganhando autonomia também, mas parece que estou tão estafada que já não tenho mais paciência para esperar a evolução, que a gente sabe que vem lentamente…

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