Publicado em eu, minimalismo, Sentimentos, VEDA

BEDA#12 – aprender a ver

Ginkgo_Biloba_lalinVocê já reparou que muitas vezes o dia passa e nem vemos o que nos acontece? Por isso busco sempre estar atenta, observar muito, ver e ouvir com cuidado nas entrelinhas.

Eu acredito em destino, acredito em sinais, em mensagens do Universo em pequenos gestos de pessoas desconhecidas. A vida corrida, muitas vezes, me levou para longe do que acredito, e também acredito que me ligar ao minimalismo seja uma forma de retornar às minhas crenças, enfim ser quem sou. Saber quem sou, me auto-avaliar, saber que crenças tenho, as que me limitam e as que não, o que quero mudar e o que me satisfaz como está, me ajuda a separar os momentos de trabalho dos que sou a Roseana-Roseana. Mas, também entendo que o Universo não separa os horário para nos enviar mensagens e, esta semana, enquanto “picava portas”, entrei num Centro de Terapias Alternativas, uma Herboristeria em Lalín e fui surpreendida pelo Universos em seus momentos. Eu imaginava que ali poderia vender um alarma, fazer um prescritor para um tele-assistência ou receber um não para qualquer um dos produtos e serviços que ia oferecer, mas não imaginava encontrar minutos de paz, conversa agradável sobre experiências e visão de vida, nem que pudessem me dar uma palavra de consolo para uma situação que me machuca muito, minha mãe.

A loja é simples e aconchegante, tem luz e música suave, um perfume delicado que me convidava a ficar. Me senti atraída, assim que entrei, pela imagem de um Buda de madeira, alegre e amigo; um jardim de areia, que me trouxe o desejo de ser criança e ficar ali, revirando a areia com os dedos ou com o objeto de madeira, mas não fiz, me controlei. (Já reparou como nos controlamos tanto? Existem momentos e coisas que precisamos de verdade controlar, mas já outras situações precisamos nos libertar e viver.) Ali não me dei o direito de viver a areia, mas a vida me deu o direito de encontrar uma pessoa que sem me conhecer, me contou um pequeno trecho de sua relação com sua mãe, de crítica, perdão e aceitação por sua parte, pois ela tem mais conhecimento universal, ou só porque aprendeu a ver a vida de uma forma mais sensível, simples, mínima.

Sim, voltamos para o minimalismo. Minimalismo nos sentimentos, nos pensamentos. Deixar de sofrer, viver o hoje, o aqui, o agora. Fazer o que se pode fazer, da melhor forma, sem peso, sem dor; deixar partir, ir. Não prender o que não deve ser preso, amar sabendo que o outro tem limites e mais, que o outro vê de forma distinta. Não criticar, somente amar.

Maria, obrigada por suas palavras, obrigada pelos minutos que estivemos juntas, por dividir comigo um pouco da sua história e modo de pensar e viver. Sua mensagem calou dentro de mim, porque há momentos que não temos o que dizer, simplesmente ouvir, ver e calar.

O silêncio de uma boa mensagem deve ser absorvido por nossas células para fazer a diferença em nossas vidas e na de outras pessoas. Gratidão!

 

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Autor:

Uma pessoa em constante movimento e crescimento.

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