Publicado em eu, minimalismo, VEDA

BEDA#5 – Como começou o minimalismo em minha vida.

Hoje quero contar para vocês um pouco, sobre o minimalismo na minha vida. Não sei já falei como tudo começou. Era um simples desejo de simplificar, ter mais espaço e tempo para minha família e para mim. Limpar minha casa não era uma tarefa simples, tinha tantos livros, Cd’s, Dvd’s, objetos de decoração, amostras de material de trabalho e roupas que não conseguia deixar tudo arrumado num final de semana e logo vinha segunda e estava cansada, com vontade de ficar na cama, porque pouco tinha curtido o meu final de semana.

Nessa época eu achava que o minimalismo era simplesmente ter poucas coisas em casa, uma decoração especial e uma forma de me vestir muito especial de um grupo de pessoas que seguiam essa tendência. Pois bem, essa era minha leitura interna do que era o minimalismo. Uma tendência seguida por pessoas que eu me identificava e internamente tinha o desejo de fazer parte daquele grupo, para ter algo ao que pertencer.

Comecei todo o processo, destralhando, não li o famoso livro da organização, mas vi alguns Vlogs que falavam a respeito e crente que estava já com doutorado em minimalismo comecei destralhando meu quarto, cada cantinho foi revirado e ficou só o que naquele momento ainda não estava liberada para me separa do objeto. Cerca de 1/3 do que tinha se foi para um abrigo ou lixeira.

No escritório a mudança foi mais radical, nesta época eu já trabalhava de casa e, como sempre fui muito organizada, mandei fazer um super e enorme armário para guardar todas as amostras. Lembro que este armário foi o mais caro da casa, reforcei as prateleiras e criei nichos para guardar tudo. Passado alguns meses da instalação do armário eu já tinha ele tão cheio que me custava organizar e encontrar as amostras que precisava. Na etapa do destralhe, depois do meu quarto fui logo para o escritório e ali gastei muito mais tempo do que imaginava. Foram 3 finais de semana, acho que agora entenderam o volume de coisas que eu tinha ali guardado, não? no início do destralhe eu não coloquei metas e simplesmente perguntava para cada objeto:

  • me interessa?
  • necessito?
  • porque quero ou guardo isso?

Quando terminei com esta etapa, voltei com o que sobrou para o armário e fui organizar. Ufa, parecia que não tinha tirado nada…

No segundo final de semana, fiz novamente as mesmas perguntas e busquei liberar uma quantidade de coisas bem maior que a anterior. Voltei com as coisas para o armário e, tive a clara sensação de que ainda não tinha alcançado o ponto. No terceiro final de semana tirei tudo do armário e delimitei espaços e limites para cada item. De verdade, eu não precisava de tantas amostras, muitas tinham as características similares e diferenciavam apenas no desenho, eu não tinha que fazer publicidade de meus clientes, mas sim da minha empresa e das qualidades técnicas e de produção que a faziam tão especial no mercado. Isso significava que o que eu deveria ter no escritório deveria estar cuidado e com as características técnicas bem definidas para me diferenciar. Ter poucas coisas nesse caso fazia com que localizasse uma amostra com mais facilidade, e me ajudava a carregar menos coisas quando ia visitar os clientes. Minha coluna, minha saúde agradeciam. Devolvi tudo para seus lugares, com uma ordem incrível e ao final percebi que agora sim, tinha conquistado o objetivo.

Passado um tempo, percebi que meu quarto estava novamente com muitas coisas, que eu tinha comprado. Cozinha, quarto do meu filho e sala? Estes não tinham sido tocados. Parei e comecei a pensar sobre o que tinha feito de errado. Vi que no escritório tinha conseguido manter a organização e estava diariamente aproveitando daquela situação e me sentindo beneficiada. Já com o resto da casa não tinha a mesma percepção. Nesse momento ampliei minha leitura e pesquisa sobre o assunto e cheguei a conclusões pessoais que me ajudaram a dar os passos seguintes.

Primeiro de tudo entendi que minimalismo não é apenas uma tendência ou moda. Não é o estilo de decoração da primavera 2018, vai além, é um conceito de vida. E nessa hora um click se deu na minha cabeça, é por isso que no escritório funcionou, por trás da minha organização tinha um conceito e uma necessidade, tinha um sentido pessoal, uma ordem, além de perceber que com a mudança de hábitos eu teria ganhos pessoais. Embora eu sempre tenha sido uma pessoa que dava muito do que tinha para abrigos e instituições com pessoas que necessitavam, eu também tinha como característica comprar mais do que o necessário. Comprava para me sentir feliz, comprava para comemorar uma conquista, comprava para estar com algo novo e da moda, comprava para me igualar ao grupo que pertencia, os gerentes e diretores do principal escritório de design do Brasil, ou a comercial da melhor e maior empresa de brindes e produtos corporativos. Que motivo, qual seria a razão para deixar de comprar e permitir que o minimalismo entrasse em minha vida?

Uff, responder a estas perguntas não foi nada fácil. Demorei um bocado, enquanto lia tudo o que encontrava sobre minimalismo, ia sempre me questionando. Será que eu me encaixava a uma vida minimalista? Será que o estilo e conceito de uma vida minimalista se encaixavam comigo? Será que tudo isso era importante de verdade para mim?

E você?

Que sabe do minimalismo? Me conta sua experiência e o que pensa sobre este assunto. No próximo BEDA te conto um pouco mais, sobre o minimalismo na minha vida.

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Autor:

Uma pessoa em constante movimento e crescimento.

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