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Da janela

Da minha janela vejo a vida pasar, pessoas subindo e descendo a rua, carros acelerados.

Verão dias longos., turistas que chegam e enchem a cidade de movimento e alegria.

Caminhantes. Peregrinos. Sonhadores. Cansados e saudosos.

Hoje um grupo chegou, ruidoso. Eram 5 homens em seus cavalos elétricos, acelerando e freando, descendo a rua com seu canto descompassado de uma vida na estrada que vira cidade. A vida destes homens se mistura com os moradores e aquele barulho se perde no silêncio da caminhada.

Faz sol, eles chegam coloridos, casacos de proteção, capacetes histéricos e panos cobrindo bocas e narizes, contando histórias da estrada percorrida. Que vontade, vontade de montar numa garupa e seguir até o fim da terra, Fisterra, onde a terra acaba em penhasco, junto ao farol e ao mar. Ali onde posso jogar às águas todas as minhas dúvidas. Ali onde o sol me banha com as certezas de um novo dia.

 

por Roseana F Saraiva

 

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2 comentários sobre “Da janela

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