Sem categoria

Uma amiga

Tenho uma amiga, que tem nome igual ao meu.

Ela medita todos os dias e também lê e escreve todos os dias.

Ela é poetisa, poetisa-premiada.

Tenho orgulho de conhecer-la.

 

Agora ela está viajando,

pela Itália.

O mais incrível é que ela vê a vida com olhos de poesia.

Assim ela alegra minha leitura.

Assim ela me recorda,

tenho que olhar o que há de belo na vida.

Sempre há beleza para se ver, em tudo!

O olhar poético é simples, é minimalista.

Não sofre e sempre sorri.

 

(dedicado a todos os posts que minha amiga Roseana Murray escreve em seu Facebook).

Anúncios
Padrão
Coach e Meta, Sentimentos, Trabalho, Uma história

Um dia melhor que o outro.

flor a pedra

A vida é curta demais para viver presa ao passado, a pensamentos negativos, a tristeza e em tarefas que não te encantam.

É verdade que algumas tarefas, que não me encantam, precisam ser feitas. Como passar roupa ou cuidar de casa no meu dia de folga do trabalho, ou ainda, sentar com o filho e estudar quando o que mais quero é uma cama ou um passeio em família. Quando falamos que a vida é curta demais para se envolver com o que não te valoriza, pensamos direto em largar estas tarefas, mas não podemos ser frívolos em abandonar o que faz o nosso dia-a-dia e família melhor. Cuidar da casa, para mim é fundamental. Gosto de uma casa limpa, organizada e cheirosa. Ver meu filho entendendo o que está estudando e envolvido comigo é mais que fundamental, é essencial.

Então, o que posso largar para viver melhor?

A começar, posso eleger que vou controlar meus pensamentos para que sejam o mais positivos e esperançosos possíveis. Posso selecionar o que leio e os programas de televisão que vejo. Posso evitar pessoas que não me façam bem, que suguem minha energia, que tenham inveja, que não me valorizem. Posso entender que algo no momento não vai bem, mas tudo na vida é passageiro, inclusive este momento. O chefe que não me tratou bem, o dinheiro do mês que acabou antes da hora, ou o salário baixo, tudo isso é passageiro se me envolvo para fazer do meu amanhã um dia melhor. Sim, meu chefe é passageiro, hoje não pensamos mais em ficar a vida toda em uma empresa e nos aposentar, ficar na mesma atividade com o mesmo salário, pior ainda. Mas para conseguir que meu dia de amanhã seja melhor que o meu dia de hoje, preciso de verdade me dedicar a fazer o que me aparece bem, ser honesta, ser ética, ter valores de qualidade são fundamentais para que a sua vida caminhe conforme os seus sonhos.

Ah, falando em sonhos, não acredito em milagres sem trabalho. Então sonhos mirabolantes não entram na minha crença de conquista. Ter uma Ferrari na garagem, uma casa de 6 quartos, viajar o mundo todo e não trabalhar não é um sonho real, não nasci e nem casei com milionário. Porém, sonhar em ter uma casa com jardim para que o meu pequeno Rufus possa correr e se divertir, sim é possível. Sonhar em ter um carro melhor, sim também é possível. Mas isso tudo é consumo, e quero muito mais da vida do que apenas consumo. Quero ser a melhor mãe que meu filho pode ter, para isso tenho que dia-a-dia, me dedicar, trabalhar, cuidar e aprender. Sim este sonho é real e me torna melhor. Quero ser uma melhor profissional, uau, mais que possível, hoje com a experiência que tenho sei que sou uma pessoa dedicada, responsável e comprometida, posso conseguir. Ser melhor esposa, melhor amiga, sim todos sonhos viáveis. E viajar, conhecer lugares, aprender idiomas… sim para isso preciso de dinheiro e muitos podem dizer, consumismo. Para mim não, viajar e aprender idiomas, hoje é me fazer uma pessoa maior. E, é em busca disso que estou! A casa ficará para um dia, o apartamento feinho que mora me protege do frio, do calor, da chuva e me propicia bons momentos com minha família. O carro velhinho, que nem é tão velhinho assim, está com o motor perfeito e nos leva a lugares que nunca conheci, é o começo das minhas longas viagens pela Europa.

Portanto, vivo a vida, uns dias tristes porque o trabalho ainda não me satisfaz, mas logo o que busco chegará. Posso dizer que hoje este trabalho que quero está mais perto de mim, que estava ontem, e amanhã estará mais perto. Não acredito em milagres, mas acredito em destino e este trabalho está no meu destino, e cada dia estou mais perto de conseguir.

Para amanhã segunda, eu desejo que todos nós possamos acordar, abrir a janela, olhar para o céu e, independente de como esteja o dia, dizer: “Obrigada por mais uma noite, obrigada por mais um dia! Hoje eu farei melhor que ontem e amanhã, melhor que hoje.” E, com um sorriso no rosto e a certeza de um dia melhor, fazer todas as tarefas que dependem de mim.

 

Padrão
Trabalho, Uma história

Um novo trabalho

find a job

Hoje dia 15 de maio começo em meu segundo trabalho na Espanha. Depois de muitos anos de vida profissional razoavelmente estabilizada, no Brasil, sigo em inicio de vida num País novo e com atividades que nunca buscaria em meu País

Meu primeiro trabalho foi de agente de seguros, como autônoma, com metas e tendo que ligar para diversos telefones comerciais e residenciais, além de bater em portas, tudo para  oferecer meus serviços de seguro. Este, de fato, poderia ser meu trabalho se eu tivesse mais tempo de Espanha e muitos contatos, como não é o meu caso neste momento e, fui chamada para uma outra empresa… decidi mudar.

Não posso dizer que este é o meu segundo emprego, porque entendo que em emprego não se trabalha tanto como tenho que fazer nestas duas empresas. Tenho um horário de trabalho que não é extenso, são as 8 horas diárias que regem o dia de trabalho aqui como no Brasil, com um diferencial, na Espanha há a “siesta” e por isso os horários de vida aqui são bem diferentes. As empresas funcionam com base no horário dos colégios que começam às 9horas e seguem com aula até às 14horas, que é quando todas as empresas param para seguir com o momento de almoço e “siesta”. Neste horário as ruas estão vazias, só vemos as pessoas que se deslocam do trabalho para casa e logo as 17horas a Cidade começa a ter movimento de pessoas que voltam ao trabalho e outras que vão fazer coisas no comercio que pouco a pouco abre. Sim, meu horario de trabalho será picado, vou trabalhar de 10:30h até 14horas e depois de 17 horas até 21:30horas,   não é um horário fácil, e o trabalho é mais cansativo do que difícil. Tenho que bater em pelo menos 200 portas ao dia, oferecendo uma oferta de Vodafone, uma das empresas de telefonia e internet aqui da Espanha. Para evitar que as pessoas enrolem no trabalho temos um controle bem grande de atividades, a coordenadora de equipe faz uma gestão da equipe por whatsapp, solicitando a direção da pessoa (ubicação, não sei como dizer isso em português) e o tablet controla todas as portas que visitei e o que se passou em cada uma. O controle é rigoroso, para evitar que isso me aborreça, tenho pensado que é uma forma nova de trabalhar e que tenho que aprender a fazer diferente.

Cada vez estou mais certa que para me adaptar bem tenho que ter um pensamento e uma vida minimalista. Há momentos para projetar o futuro e há momentos para simplificar e aceitar, não posso querer ter de Santiago, uma cidade com 95mil habitantes, o que tinha no Rio de Janeiro com seus 6.498.837 habitantes. Aqui não terei a violencia, a agitação, a correria, o transito infernal e nem o stress, tampouco terei o horário continuo de funcionamento das empresas,  e as boas oportunidades de trabalho (agora, com a crise, nem o Rio de Janeiro tem mais as boas oportunidades). Enfim, viver uma vida com mais segurança e qualidade de vida significa ganhar em uns pontos e perder em outros.

Pouco a pouco, vou me adaptando e construindo o que já tive estruturado.

Padrão
Sentimentos

hoje

caminho_rio

hoje me sinto triste, perdida, pequena.

não consigo sair da cadeira, meus pés não alcançam o chão.

percebo o chão fluindo, como um rio, que leva suas águas para banhar outros lugares.

não sou sempre assim, apenas quando algo me impede, quando eu me impeço de caminhar.

o medo me trava, e por isso não grito aos cantos do mundo que quero me libertar.

eu sei o que me trava, mas levo uma bagagem que não posso permitir que naufrague comigo, por isso insisto no caminho que me trava.

mas estou travada e não consigo seguir.

preciso descobrir como me destravar,

preciso encontrar a trava para baixar a cadeira e conseguir por os pés no chão.

Padrão

as pessoas

Sem categoria

o mais importante é o SER!

Imagem
Sentimentos

Crença

Não sei no que você acredita, eu acredito em Deus, em destino, em um Ser que está acima de nós, que tudo fez e tudo ilumina. Um Deus que segura nossas mãos, quando estamos com medo, que nos apoia quando estamos em dúvida do caminho a seguir e mais ainda quando estamos cansados e frágeis. Não sei se este Deus é o Deus católico, protestante, evangélico, budista, kardecista ou de uma das outras religiões espíritas. Não sei onde está, se no céu, no paraíso, no terreiro ou dentro de cada um de nós.

Confesso que rezo pouco, deveria me lembrar mais Dele e da sua Bondada Infinita. Deveria segurar mais em Suas mãos, para não cair em tristeza e desespero, como faço algumas vezes, mas sei que Ele me perdoa e caminha ao meu lado, mesmo quando não estou atenta.

Sabe em que acredito também?

Acho que cada um tem um destino traçado, com pontos determinados, que independentemente do caminho que siga aquilo que está marcado vai acontecer. Acredito também em reencarnação, em karma, em homens/mulheres iluminados, que alguns chamam de santos. Mas não acredito em milagres. Não é um milagre eu estar vivendo hoje na Espanha, pra mim isso é destino, estava escrito que assim seria e não tive como fugir. Não é milagre eu ter o filho que tenho, é destino, em uma reunião antes de virmos à esta encarnação, eu, meu filho, meu marido e os pais biológicos dele acordamos que assim seria. Sim, a história que conto para  meu filho é a que acredito no fundo do meu coração. Digo assim:

Um dia, antes de descermos a terra para esta encarnação, sentamos todos; eu, você, papai Enrique, mamãe Luciana e papai Marcelo, todos nós juntos com Deus e nossos anjos da guarda, sentamos em uma grande mesa redonda e branca e definimos que eu e papai Enrique não poderíamos ter nosso filho querido pela barriga, então teríamos que ter de outra forma. Já mamãe Luciana e papai Marcelo, não poderiam ficar com este filho por muito tempo por dificuldades que teriam com a vida, com doenças e com uma pobreza extrema e por isso eles seriam o caminho para que eu e o papai Enrique recebêssemos o nosso filho por direito e destino, pois nós nos escolhemos lá em cima, na vida anterior a esta, nos escolhemos por amor.

É nisso que acredito! Não tenho uma religião, minha crença é uma miscelânea de algumas, mas é real e deve ser cada vez mais profunda. Hoje vejo o mundo e não gosto do que vejo, guerras, desordens, fome, vaidade extrema, ganancia absoluta e percebo que o homem está se afastando de sua essência, estamos nos transformando em pessoas animalescas, quanto mais a tecnologia avança mais brutais ficamos, menos humanos somos e não gosto deste resultado. Me sinto travando uma batalha única, navegando em mares tortuosos e remando sozinha contra a maré, meus braços doem e minha coluna se desfarela, mas não me deixo vencer. Caio, choro, lamento, me deprimo, logo recupero minhas forças e volto a seguir este caminho. Não sei o fim, não sei em que ponto estou, mas tento com todos os meus músculos, choro e voz gritar que temos que parar, temos que ser mais  humanos…

“Ó céu, dá ouvidos e eu falarei; terra, escuta as palavra que vou pronunciar!

Que minhas instruções se espalhem como a chuva, que minha palavra caia como o orvalho, qual aguaceiro sobre a relva, qual chuvisco sobre a grama.

Proclamei o nome do Senhor; reconhecei a grandeza de nosso Deus!

É ele o Rochedo, perfeita é sua ação, todos os seus caminhos são judiciosos; é o Deus fiel, injustiça nele não há, ele é justo e reto.

Ele encontra seu povo na terra do deserto nas solidões repletas de urros selvagens; ele o envolve, o instrui, vela sobre ele como a pupila dos seus olhos.

Ele é como a águia, encorajando sua ninhada; plana sobre seus filhotes, desdobra toda a sua envergadura, toma-os e os conduz sobre suas asas.”

Deuteronômio 32; 1-4 e 10-11.

Padrão
Trabalho

Primeiro trabalho na Espanha

Muitos dias sem escrever, motivo? Consegui um emprego e estou me adaptando aos horários de trabalho  na Espanha.

Mais que me adaptar aos horários tenho que me adaptar ao trabalho. A principio me disseram que seria Assessora de Seguros, agora descobri que sou Agente de Seguros. Não sei a diferença, na prática? Nenhuma. Tenho que andar pelas ruas que me são designadas vendendo seguros, oferecendo às pessoas uma assessoria para contratação de seguros da empresa que represento com exclusividade. Ofereço o serviço de seguros batendo à porta das casas (e apartamentos) das pessoas, o  trabalho em sí é duro porque as pessoas estão resistentes a todo tipo de venda porta fria. Quando falo deste trabalho para muitas pessoas (aqui e no Brasil) todos fazem cara de pouca alegria, poucos amigos. Mas, mesmo com estas caras e bocas, eu vejo muitos pontos positivos, posso fazer uma lista deles:

  • melhorar meu nível de espanhol;
  • aprender a falar galego;
  • conhecer mais pessoas;
  • conhecer melhor a região que vivo, não só a Cidade de Santiago, como também os Conselhos ao redor;
  • me tornar conhecida em algum meio;
  • sair de casa e me ocupar;
  • me desenvolver em uma nova profissão (?);
  • trazer dinheiro pra casa e não depender do que tenho no Brasil.

É, acho que tenho bons motivos para seguir neste trabalho, independente do difícil que seja e do quão desacreditada esteja este trabalho.

Mas há um ponto que me incomoda muito, as pessoas com quem trabalho. Não digo os agentes de seguro, não, com estes estou descobrindo pessoas e histórias incríveis, histórias de luta e superação, que me deixam com vergonha dos meus sentimentos de incapacidade e me recordam que a vida é muito mais do que as minhas pequenas dores de coluna, minhas tristezas existenciais e qualquer outra bobeira que eu possa reclamar. Os que me incomodam estão na direção da empresa. Não percebo o desejo de fazer esta equipe dar certo, mas sim, vejo que querem sugar o que pudermos dar e se em algum momento não dermos deixamos de ser parte. Resultado, resultado e resultado, é o que querem, sem treinamento adequado, jogados a fogueira, para ser frito ou pular e se virar rapidamente por resultado para o bem da empresa. Porém pergunto, existe empresa saudável sem que sua equipe esteja integra, saudável e feliz? Eu não acredito nisso.

O primeiro ponto que me colocou em alerta foi quando me pediram para mudar meu nome. Justificativa: meu nome não é comum na Espanha e os espanhóis terão dificuldade de entender e falar…  Para mim é uma afronta este pedido. Meu nome é minha identidade, a única coisa que trouxe do Brasil e levo para qualquer lugar, muda o som, mas não muda a escrita (a não ser que vá para o Japão, China ou Países que a tipografia não seja a mesma em que meu nome foi composto). Não, meu nome eu não mudo. Ele conta a minha história passada, presente e futura. Ele me representa, me identifica no meio da multidão, afinal nem no Brasil ele é um nome comum. E que graça há em ter um nome comum?

O segundo ponto de alerta total, justo ao final do primeiro mês de trabalho vieram me pedir uma venda, que deveria ser passada a outra “garota” que trabalha comigo. Ela tinha 2 vendas e eu 6 e com 2 vendas ela não poderia receber o salario determinado para o primeiro mês. COMO????? Isso não foi acordado em momento algum, não disseram que se não tivéssemos 3 vendas no primeiro mês não poderíamos cobrar o salário do mês. E o “PERÍODO DE GRAÇA” que disseram que teríamos???? Não me importo em dar uma venda minha, muito menos para a pessoa que me pediram para ajudar, faço de coração. O que não concordo e me revolto, é que não houve em momento algum a informação de que não receberíamos o fixo se não tivéssemos as 3 vendas. E, esta pressão é real? Não sei, me parece que não, porém agora não vou acreditar mais nas metas e nas pressões. Mentira, pra mim, é um dos piores defeitos de uma pessoa.

Terceiro ponto, se antes da suposta mentira, sobre a pressão, já achava o diretor pouco humano, agora, mais do que tudo, não confio nele. E, pouco a pouco deixo de confiar na minha coordenadora. Para mim são pessoas que não me olham como uma pessoa com história e qualidades, mas sim, como um número. Não, me recuso a ser uma marionete por estas mãos, mãos das quais não notem nenhuma qualidade que me brilhe aos olhos.

Quarto ponto, para mim ter muito dinheiro, ser casado com funcionário nivel A (*), ter muitos bens, conhecer muitos lugares ou outras situações materiais e quantitativas não me empolgam. E, neste lugar escutei exatamente isso, acredito que tenham este discurso porque muitas pessoas que vão parar ali estão apenas interessada no dinheiro e poder que ele dá. Mas eu não quero, confesso que cheguei a me enrolar nesta trama do poder de compra que posso ter se ganho 1mi, 2mil ou 3mil Euros ao mês, mas agora, refletindo sobre o que eu de verdade quero pra mim e minha família, me recordei do pensamento minimalista que me inspirou a encarar esta mudança de País e definitivamente, não é isso que vai me mover. Não me movo pelo ter, mas sim pelo ser! E, se comparo a minha lista de motivos que me fizeram aceitar este trabalho com a lista de pontos negativos desta empresa, vejo que tenho mais motivos para amanhã, depois do dia do trabalho, acordar, me arrumar bem bonita e ir para a rua conhecer pessoas, conhecer a cidade e, se Deus me permitir, ajudar alguma pessoa lhe dando assessoria para contratar algum seguro. Se for o meu, ótimo, se for o do meu concorrente, muito bom, voltarei para a casa contente por ter ajudado uma pessoa a se proteger da melhor forma e com a melhor oferta. E, assim vou viver, até que não seja possível ficar nesta empresa. Mais foco a quem posso ajudar e menos, ou quase nenhum, aos “vampiros”.

Padrão