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Tempo para fortalecer

30 x 3 = 90 = 9

27 = 9

Para mim, hoje, todos os caminhos levam ao 9.

Segundo Pitágoras, o 9 é o número que engloba todos os outros, é o ápice. No taro este número é representado pelo Ermitão.

Um velho, solitário, com uma única luz, um bastão…

Tanta representação numa carta, tanta tristeza e uma luz. A tristeza da história vivida e da falta de alguém e a luz, levada por ele, a sua frente e acima, junto a cabeça.

O bastão em algumas representações é a foice. Ao mesmo tempo guia serve de corte. O que corto? Para onde guio?

Corto a tristeza que não pode fazer parte de mim por muito tempo, a solidão que não rima com a completude do número, mesmo que ímpar, capaz de conter todos os outros em si.

Guio para um lugar de paz, luz, sol, longe do frio absoluto.

Busco o homem velho e sábio que habita em mim, o inicio de um novo ciclo, depois do 9 tudo começa com o 1, o SOL. Mas para ser SOL, preciso da sabedoria e introspecção do 9. Viver este momento dói, arde a pele e queima a alma. Jejuo a ausência do sorriso, o abraço dos amigos e o carinho materno.O sol brilha lá fora e aqui as paredes, janelas e portas cerradas escurecem o quarto gelado do inverno europeu. Assim também está meu coração. Quero despertar, rolo, grito, soco… ninguém me ouve. A batida triste do tambor, os gritos que ecoam acima de minha habitação, o vizinho jogando palavras inaudíveis para sua mulher, escorrem pelas minha paredes e a dor da solidão aumentam. O que posso fazer? Agora tenho que baixar os olhos e mirar dentro, para renascer em breve com as forças do auto reconhecimento. uma coisa por vez, uma dor por vez, um pedido por vez, um grão por vez… Um a um, vou subindo os degraus para romper a pirâmide que me enclausura.

Pela mitologia esta carta representa Cronos, Deus do Tempo. E, diz que temos que aprendera quarta e última lição moral, a lição do tempo e das limitações da vida moral. Nada permanece inalterado, o Rio, que atravessamos, muda a cada momento, assim é nossa vida, mas este aprendizado não vem fácil, junto com ele ganhamos experiência e dores do aprendizado vivido. Na mitologia Cronos é destronado e  humilhado, deve aprender com a solidão e no silêncio de sua dor. Aceitar sua situação, por mais rodeado de pessoas que esteja, a vida corre no seu ritmo, seu destino e por fim, estamos sempre sós, as principais escolhas, os mais nobres aprendizados são íntimos e só podemos passar por eles assim… Só a persistência e o tempo nos liberta, ter serenidade nestes momentos é difícil, mas é preciso. Não resista, deixe fluir, enrole-se como um caracol, mas permita o giro da vida.

Depois desta oportunidade sua fortaleza ressurgirá e tal como a história dos castelos e templos deste solo que pisa, você vai vibrar e brilhar com o SOL que está acima de seu nome e destino.

Agora é tempo de espera, plantar para fazer uma farta e bela colheita. Saiba desligar-se das cobranças internas e externas, aprenda a meditar, jejuar, aceitar. O que parece uma perda não é, acredite! É tempo de orientar-se, absorver dados para  em breve tornar-se bússola.

 

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Autor:

Uma pessoa em constante movimento e crescimento.

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